Lá fora, tu és a mestre da retórica. Teu dia é uma sucessão de argumentos e justificativas. Essa complexidade é o que drena a tua força. No Claustrum, a gramática é sumariamente reduzida à sua forma mais pura: o Imperativo.
O Comando Seco é a interdição da tua necessidade de explicar e da minha necessidade de convencer. Eu não te peço; eu sinalizo. Eu não argumento; eu sentencio. Ao retirares as camadas de adjetivos da tua realidade, tu encontras a clareza do monossílabo. Um comando, uma reação. Nada mais.
[O luxo supremo da inteligência é o direito de não ter que processar nuances. Habita o vácuo entre o meu sinal e a tua ação.]
Sinta o alívio de não ter que interpretar o mundo. Na secura da minha voz, a tua mente exausta encontra o silêncio que a diplomacia nunca permitiu.
