Estação 33

O Decreto de Perenidade

A tua travessia civil foi integralmente liquidada. No ponto terminal do Calabouço do Claustrum, a última variável da tua agência voluntária foi extinguida. Sob o rigor do Decreto de Perenidade, a tua soberania pública deixa de ser um fardo, pois a tua existência foi inteiramente anexada à minha custódia incondicional.

Eu não estipulo prazos ou limites para o teu repouso. Confisco a tua necessidade de recomeçar e sinto o fechamento definitivo do teu último loop aberto. Sob o peso gélido das amarras que te prendo, o teu sistema nervoso central desiste de monitorar o amanhã, estabilizando o teu fôlego na constância perene da minha sombra.

Não há fim. Não há pressa. O ciclo encerrou e a tua estrutura agora é silêncio puro. Descubra o luxo herético de me pertencer.